quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias (da incredulidade à gargalhada)

Há gente (não é engano meu, não disse pessoas), delinquentes melhor dizendo, pelas acções que praticam ou pelas palavras que cospem.

Do PM, ao PR, aos inseguros opositores, à senhora prostituta república, aos ministros da coisa pública, aos ex responsáveis também pela coisa pública, à press (em inglês) tituta, ando mesmo envergonhada com tanta delinquência ao ar livre, a viver lado a lado com a D.Ermelinda e o Sr Gracindo que pagam os impostos  todos, e, já nem forças têm para se revolucionarem.
Estes, nem cães têm (o chiwawa não conta).
 
Nem preciso ver a Casa de embrutecidos porque basta-me olhar à volta e ouvir/ver declarações, de pessoas que aparentemente leram uns livros e foram avaliados por uns professores de renome, escreveram umas coisas e têm responsabilidades públicas, a proferirem dislates e a tentar escapar por entre os pingos da chuva radioactiva e tóxica da nossa realidade.

“Estamos no fio da navalha e isto não vai lá com falinhas mansas”. Na mouche ó Carrilho.
Tu sabes do que falas não é? Isto a que te referes e, incluindo a tua pessoa, só lá vai (s) com chapadas e bombas.

Vês Cristas porque é que muita gente prefere encher a sua casa de animais? E tu ias ficar com os porcos!
Porque eles não falam e são uns queridos, sempre dispostos a suportar as queixas dos donos, que não podem ou não querem emigrar.


Sem pessoas, acaba-se a economia, estúpidos. E como todos sabemos que esta gente só está no poder e tem poder apenas, para soltar a franga atrasada mental que têm no interior, temos um país transformado num grande manicómio cheio de segredos.

Já tenho uma idade simpática e nada a perder. Vou-me inscrever nos mercenários anónimos, porque isto só lá vai mesmo é com bombas, digo eu.

Espalmei-me numa vassoura que voa a óleo das batatas fritas, a aguardar o agente de execução para me levar para Custóias. De lá, escrevo o meu livro de memórias, de quando vivia no inferno. 
Fo…-se!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias (e o vazio por ondas lusófonas)

Parcerias estratégicas que chegam ao fim, decididas unilateralmente, e, o vazio…
Processos de justiça sobre corrupção e lavagem de dinheiro na 5 a sec lusa que se encerram (deve ter ficado provado que são todos filhos inocentes) e, o vazio…
General angolano procurado pela Interpol e pela PGR o Brasil por tráfico de mulheres para vários países, e, o vazio…

Casos de submarinos submersos por desaparecimento de provas de corrupção e o vazio…
Casos de bancos falidos, revendidos e apenas pagos por uns, e o vazio…

Raptos, mortes e o cheiro fétido a morte vinda de uma guerra que ninguém quer, feita apenas com o sangue de jovens que eliminaram a palavra do vocabulário, porque já só existem bradas, e… o vazio…

(Como me disse uma mãe, em Sofala, antes de eu regressar de lá, depois dos 1ºs confrontos: “ já avisei o meu filho, que se a guerra começar, deve largar as armas e fugir”). Eu daria o mesmo conselho ao meu.

Em Bissau militares que desmandam, sugam, violentam os princípios básicos de um Estado, que se quer de direito e apenas mostra a cada dia que passa quão torto está, e, o vazio…

Drogas, diamantes, petróleo, todos têm a cor do sangue e, o vazio…
Brasil, Cabo-Verde,Timor também não escapam aos crimes contra a humanidade e, o vazio…

O vazio no banco dos réus.

Somos mesmo uma latrina, (como diz uma amiga), mal frequentada (como dizia Eça) que cheira a fedor…(não é engano)

Salvam-se os povos, que estão inquietos e avassaladoramente mergulhados em merda e, sem culpa formada. 
Ou sem responsabilidade pelo carácter das suas cúpulas.

Aproveitemos a liberdade que nos resta aqui, e aquela que se pode ter nos outros países, para usar o mesmo fervor a defendermos as nossas Nações e cidadãos, como aquele que usamos para defender os nossos futebolistas e clubes.

Ou merecemos este cócó todo.

Na espuma dos nossos dias

Ilusões sobre a forma actual, global de fazer politica, sobre a maioria dos políticos e do sistema corrupto (média e justiça incluídas) já poucos têm. 

Mesmo os analfabetos funcionais as perderam. Mas ilusões da capacidade de muitos homens terem uma praxis que os leve a outro caminho (paradigma) e façam uma escolha diferente, essa não se perde. 

Os escravos modernos a viver na pretensa democracia que somos hoje todos nós, aspiramos, através das ilusões a parir outro mundo. Quem sabe. Eu como a Alice, vivo na ilusão da maravilha, do ser que ainda se vai fazer novo.

Passando os olhos pelas noticias quer-me parecer que a terra saiu do seu eixo. O planeta está virado de pernas para o ar, em desequilíbrio e que faz subir o hidrogénio para o lugar do oxigénio, envenenado as cabeças pensadoras e as praxis de homens, incluindo os que têm responsabilidades, que ditam e fazem leis. Aqui ou globais. Contra qualquer ser. A estes digo, cuidado com o karma.

Alguém me avise quando a lei for para queimar de novo bruxas nas fogueiras, por festejarem o Halloween ou ler cartas de tarôt, para me vestir a preceito e deixar comida aos 6 chiwawas( equivalentes a 4 cães e 2 cágados cá em casa).

Entretanto vou ali preparar a minha abóbora, cultivada no meu poliban e já volto.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Milagres- Na espuma dos nossos dias

“O objectivo da comédia é corrigir os vícios do homem,logo , não vejo porque haja algum que deva ser excluído” Molière

Que me dizem a uns milagres todos os dias da semana?

No Vaticano prepara-se a Capela Sistina para receber as empresas e as famílias portuguesas. A Pietà levanta-se para nos receber. O anjo Miguel está a pintar as roupas para nos aplaudir.
De tanto acreditarmos na senhora da Cova da Iria, ou noutro santinho qualquer, fazemos milagres.

E estamos no meio de um, segundo um certo ministro. O das exportações. Das empresas.
E diria eu senhor ministro, de portugueses também. Os que o país anda a exportar às paletes. Que vão fazer milagres para outras paisagens.

Uma outra certa ministra diz que quer reduzir o número de animais por apartamento…? Hum…parece-me raciocínio de animais sem capacidade de raciocínio.
Muitos já só queriam ter um poliban para criar uma galinha e plantar alfaces.
Eu queria o milagre da redução dos ministros e outros animais que tais, em cargos onde os micros e os media não chegassem, logo, onde não fossem ouvidos nem vistos.

Como ontem disse Jurgen Habermas na Gulbenkian, na Conferência para a educação, precisamos de mais Europa (da boa, digo eu),porque a democracia já a estamos a perder. E então com esta gentalha de merda que cá temos…

Sempre, como o tal ministro, tive expectativas positivas em relação a nós, em milagres, em especial àqueles  operados pela santa mary juana.
Sobretudo o do milagre da multiplicação de folhas, e, distribuição equitativa por todos os membros da seita de são Bento. Que deve ser o que está a ocorrer.

Jesus já se passou e foi embora da mesa sem pagar a conta. Já temos o slb à sua fraca sorte e também ficaram uns quantos, sentados, descalços e mal cheirosos. São os tugas. Na política, na imprensa, na justiça.
Já nem pão nem vinho têm para o milagre final.

Apenas querem e têm sangue. E estão a deixar todos os outros exangues.

Aguardemos a extrema-unção.

domingo, 27 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias – Há festa no quintal, na praia


Têm presente os baloiços de jardim com uma prancha de madeira comprida, onde se senta uma pessoa numa ponta e outra no outro extremo e, balançam-se para cima e para baixo?
Se quem está em baixo não se levantar do chão, a que está em cima, lá fica, refém das alturas.

Voltei a ver o filme Hair e a chorar. Depois consumi a banda sonora com deleite, como milhares de outras vezes.

Que têm vocês com isto? Nada. E tudo. Mas só para quem estiver interessado.

Que tem isto a ver com o dia de ontem? Tudo. E porque gosto de partilhar através da escrita, deixo aqui em imagens e palavras um pequeno retrato do dia de ontem, que me encheu a alma. Com pequenas coisas, simples e gente linda. Como a vida pode ser plena só assim.

Foi dia de grande manifestação no país e foi dia de festa no quintal - na praia, em jeito de despedida do Verão. No quintal- na praia surpresa! o dia foi abençoado por sol, calor e apenas uma brisa soprada por anjos que diziam: venham, juntem-se, partilhem o que sabem, o que fazem, estejam em paz. Sejam.

A noite foi tão serena que até os anjos pararam de soprar a brisa para ouvirem a musica dos anjos que passaram pelo palco. Muitos e bons.

De mulheres grávidas de luz, a bébés já a irradiarem luz, com Adão(s) e Eva(s) lindos, se compôs o quintal/praia mais lindo do mundo.

Com trabalhos artesanais plenos de criatividade e feitos com amor, muita musica entregue com alma e, o coração colocado na partilha de saberes, de conversas sobre política, amor, novas formas de relacionamentos e novas formas comunitárias e democráticas de estarmos na vida e na sociedade, o quintal vem dando à luz um projecto cheio de sentido.

De ruptura com o sistema: com as crenças politicas, religiosas, emocionais, sentimentais, intelectuais, materiais. Ligadas ao ser espiritual que somos todos. Sem medo de ser.

Levou-me ao filme/musical Hair que tanto me influenciou quando tinha 17 anos e para sempre. Aquela geração teve fibra, teve graça, teve garra, teve alma, teve coração. Despiu-se de preconceitos, de género, de lixo e tornou-se uma referência sobre o que pode ser uma sociedade livre.

Que não precisa de governos, de trokas de soberanias, de economias baseadas em dinheiro e consumo. A troco da venda das almas. Em nome do lucro, da ganância e com eles a miséria de milhões.

Quem partilha a festa no quintal/praia é gente neta desta geração. Sem guerra no Vietnam mas em guerra por todos os cantos do mundo. Esta bonita gente desprendeu-se como pode e sabe, com convicção de querem uma alternativa. Perderam o medo, deixaram de obedecer e tentam ser felizes.

Através da união simples, das trocas, entreajuda, do respeito e da partilha dos afectos. Com garra e orgulho por serem quem são. Como a geração Hair/hippie.

Ontem preferi ficar a experimentar e a partilhar esta vivência. Positiva e de metamorfose. De muita conversa e interacção.
Estive no centro da esperança, de uma experiência de vida que já nasceu. Com garra.

Na praia houve uma manifestação anti troika e sobretudo anti-sistema. Anti políticos e governantes que roubam. Roubam-nos dinheiro, não nos roubam sonhos. E ontem sonhei muito. E dancei mais.

De trocas fez-se o dia. De noite se fez música e dança. Muita, vinda de musicos excelentes. Ninguém queria deixar aquela manifestação.

É garra de mudança que falta, aos portugueses, em massa. Para se levantarem do assento do baloiço onde estão sentados e fazerem cair quem se julga lá em cima, sem tempo, para sair do poder. Há alternativas, sim!

Ontem na praia, aconteceu uma jam session sobre o mundo que gostaríamos e, que pedimos nas manifestações. Este pode vir a ser melhor.

Levantámo-nos do baloiço no chão e começamos a deixar os “outros” cair.
Venham daí mais quintais de amor. Parabéns à organização e aos voluntários que são todos os participantes.


O “Hair” power voltou a ser uma vaga. De uma altura enorme. Do tamanho das vagas no mar de ontem na Cova do vapor.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias, I

O milagre da vida somos nós e a inspiração aconteceu com um vídeo de um parto natural. O nascimento faz-me devolver o amor pela vida. Que é a razão de sermos. Mesmo que sejamos uma experiência de loucos.
Somos um reflexo da luz e não das sombras. E estamos a acordar a nossa consciência.

”O mundo não é violento. Tem violência”.
A ditadura disfarçada de democracia tem a máscara prestes a cair. Penso isto, pela agonia e pela convulsão profunda quase apocalíptica que vivemos.

Quando comecei a estudar a linguagem do tarot aprendi que ela mais não é que o segredo das etapas do homem na nossa dimensão. Por metáforas simbólicas. Em linguagem arquetípica.

Concordo com um grande professor desta linguagem, Alejandro Jodorowski que esta é a fase do Eremita, o número 9, que é a convulsão profunda que se vai abrir à metamorfose/mutação.
Para que ela aconteça, temos que mergulhar na escuridão, na sombra.
O eremita segue com a sua lâmpada e avança. Sem saber para onde vai, ou por onde é o caminho. Avança apenas.

Como a água, toma sempre a forma do recipiente que a contém. Isso não é anulação, é aceitação e adaptação.

Com confiança, o Eremita como a água, dançam com a angústia, encaixam na forma, à espera do momento de abertura para sair a borboleta.
Temos pequenos sinais de luzes aqui e ali e chegará o momento de fim e transformação.

O eremita fechará um ciclo e começará um novo, com a Roda da Fortuna, o nº10. Nascemos de novo.

Estamos no justo momento do final do Apocalipse quando a inteligente Eva disse a Adão para desobedecerem, re-evolucionarem o “paraíso” e saírem da ilusão de realidade que observavam e, comerem da árvore da sabedoria.

Ganhariam a eternidade ao mostrarem a sua inteligência, e por isso foram expulsos. Começou de novo a transformação para entendermos que somos o todo e a consciência do universo. E o amor à vida é a essência de quem somos.

A esta mãe agradeço este gesto profundo de amor.





A espuma dos nossos dias VI



Sejamos empreendedores (a nova palavra do léxico dos comuns mortais) e resilientes (a que se junta mais esta), à semelhança do novo homem de Pedro, o beato Francisco.

Regressar à igreja dos pobres. Deveríamos cumprir o que nos pede este pastor que é a reencarnação de um dos “apóstrofos” de Jesus. Lavava as sandálias do pescador e ia ao mercado.

Esperem…esse era o Brian…desculpem-me que agora confundi as histórias, esta é a versão do filme dos Monty Phyton.

Eureka, alguém encontrou a solução: deveríamos cumprir o que aquele (s) magnânimo(s) senhor(es) empreendedor(es) das grandes superfícies nos pedem: trabalhem todos os dias da semana e fins de semana, distribui-se o trabalho pelos que se roçam nas esquinas e têm idade para fazer revoluções, não se queixem e sejam resilientes.

Para que quereis tempos livres minhas ovelhas ranhosas, pergunta(m) ele(s) no(s) confessionário(s), instalado na capela entre a secção da charcutaria e dos enchidos espanhóis, entre a sandes e o café das 11h?

Com tanto produto para venderem…e tanto desempregado sem consumir.

Acabe-se com o tempo livre, digo eu. Gente preguiçosa que pensa que nasceu para ser criativo, livre e digno.

Há uns anos atrás, não muitos, bastava 1 pessoa a trabalhar numa casa, para a sustentar. Hoje trabalham 2 ou mais, 10hrs por dia ou mais, produz-se menos e há menos dinheiro, menos trabalho, porque a tecnologia resolve tudo mais rápido e continuamos presos na roda. Hum..complicado de entender? Não! Está feito para nos complicar e prender a vida enquanto estamos alienados.

Dão-se alvíssaras para rasgar este caminho e que os empreendedores resilientes sejam capazes de empreender o caminho alternativo, não o da igreja ou das grandes superfícies, mas de quando “a lua está na sétima casa e Júpiter se alinha com Marte e, o amor no Sol”.

Desculpem-me enganei-me de novo, estava a sonhar, este é o filme “Hair”. Deixo os restos do meu sonho sobre uma “dying nation”, a nossa e ofereço ”let the sunshine in”. A musica e o desejo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Na espuma dos nossos dias, parte V


Amor com amor se paga disse um dia alguém que já passou ao anonimato e, nos deixou um ditado com sentido. Agora é Angola que investiga empresários portugueses por um fenómeno que do lado sul do Atlântico não é prática corrente: branqueamento de capitais. E eu suspeito que em parcerias estratégicas…diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.

Enquanto isso no quintal vizinho a palhaçada continua: a dívida criada por uns quantos ladrões, sobe para valores impagáveis, como já era antes, o homem que cospe a comer bolo rei e fala com vacas continua a ser insultado, o CDS “acardita” que o cidadão eleitor é que obriga os políticos a mentirem, Sócas cospe veneno qual mamba atiçada pela zanga entre comadres.

Para os vampiros da banca o TC é o emplastro, é a imbecil força de bloqueio para a viagem directa para o 4º mundo e o governo suga e segue neste caminho certo de estabilidade no fundo.

Não, não é um vídeo-game nem um episódio do Dallas num país sem petróleo no Beato. Vou mandar uma carta à equipa de escritores do Mentes Criminosas para se virem inspirar. Fazemos rifas para levarem os protagonistas.

Entretanto sobrevivo porque mantenho a ilusão de que um dia o PC e bando se esfumem da vida colectiva. Sou louca e tenho ilusões e sem isso seria chata e podre como eles.

Para manter o meu estado de ilusão vou arranjar um médico de família no Uruguai que me passe em receita para os meus males de espirito 70g de marijuana por semana. Levo para lá um tinto Esporão Reserva para tratar as maleitas físicas.

Na espuma dos nossos dias, parte III


Hoje ao admirar bolas de sabão, borboletas e um pé feminino repleto de pulseiras lindas, percebi o quanto me fascina não as pulseiras, nem as bolas nem as borboletas mas a simbologia que carregam.

A leveza, a simplicidade, a liberdade e a beleza de termos bagagens leves e simples aos ombros, que são a nossa sabedoria vinda de momentos inexcedíveis e outros mais serenos, nesta experiência humana e que nos fazem ir além do que aparentamos ser.

Somos tudo, somos uma experiência divina, dos anjos, da luz e por vezes diabólica. Somos loucos, somos pequenos, somos imensos e como dizem estas palavras enormes de Nietszche que encontrei numa “casualidade” que me faz imaginar e questionar: e se nós tivéssemos a coragem?

"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão... Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se mo...vem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções. Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar. E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. ele é que faz cair todas as coisas. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade! Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar. Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A espuma dos nossos dias, parte IV



Really? Seriously? (em português profunda e ortograficamente desacordado: a sério? Queruquéee?)

Uma manif pró-tróika? E por osmose pró-governo. E por osmose pró-idade das trevas.

Com 7 pessoas, vá 9...que convictamente aderiram? Serão tugas?

Hum…se pensar bem afinal são: 2 primos da Lagarde que vieram de visita turística a Lisboa e a uma herdade no Alentejo para a com...prarem e produzirem morangos geneticamente modificados com vodka que serão morangoskas, 2 da família Salgado que vão vender a herdade alentejana, 2 sobrinhos afastados do Relvas que emigraram para o Brasil e agora vêm investir nos cabeleireiros que penteiam as apresentadoras da RTP e, um cunhado do Mao Tse Tung que vem tirar fotos à sede da EDP em Sines, para vender acções em Hong Kong que por sua vez serão vendidos num casino do Stanley Ho.

Vou criar um evento no FB e preciso que me ajudem a divulgar. Por prazer pela insanidade. E pelo prazer do assédio ao estado da espuma dos nossos dias.

Assédio sem qualquer prazer sexual já que só de olhar para os personagens envolvidos nessa mesma espuma, a líbido desaparece-se-me.


 Uma manif a favor de uma viagem directa para o inferno sem passar pelo purgatório. Em low-cost, claro. O subsídio e/ou pensão acabou.





terça-feira, 15 de outubro de 2013

Espiolhagem? quero lá saber!

Por causa das configurações de privacidade nas redes sociais, escrevi um texto q coloquei no fb e deixo aqui também.
 
À tribo facebookiana (também aos que vivem nas selvagens e na coreia do norte) incluindo os comunistas e os monges no Tibete.

Não alterem nada das minhas definições faxavor. Gosto  assim e não me importo que saibam e vejam tudo o que aqui faço.

Poucos leem as papaias que vou mandando aqui, ou vêm os retratos desfocados de quando tinha 19 anos para receber bué likes.

Mas insisto em ter conta nesta rede pública e quando publico não é para um público selecionado.

Se quisesse que fosse para um grupo restrito punha um post it no frigorífico. Assim só os meus pais o iam ler se passassem na cozinha.

Claro que canto i will always love iu só em grupos restritos por não querer a fama a nenhum custo.

Também não informo publicamente as vezes que tenho congestões nasais ou preciso de utilizar as instalações sanitárias da minha gruta.

Ou seja, não sou perigosa e estou inocente da prática de males que possam contribuir para o mal-estar da humanidade ou da sua involução.

O Ali bábá não é fruto da imaginação para uma fábula e eu só quero a prisão dos 40 ladrões que andam soltos.

Se alguém nos meus antípodas quiser ler ou ver as frutas tropicais em forma de poste que coloco, está à vontadinha.
Até me esfregam o ego por saber que há gente que sabe português, se preocupa comigo, com as minhas actividades de escrita, e demais parvoíces que saem da minha mente adoentada com o estado das coisas por aí.

Até deixei de pôr tabaco na coisa para ser cada vez mais pura.

Caros Zuca, chocolates kinder, nsa, james bond, kgb,  obrigada por a esconderem em sigilo e serem voyers sobre a minha informação, postagens, fotos e etcs. É um prazer receber-vos nesta casa.

Imagino um nerd enfiado num “cúbico” (à maneira angolana de dizer) a ler os meus postes e fico multi-citada.

Aos que ficarem muito aborrecidos comigo pá, limpem-me das vossas listas e um grande bem-haja.

Se não repassarem esta mensagem pelo menos a 1 amigo, ficarão com herpes nos pés e os dedos das mãos com brotoeja e nem o santinho Voitila vos acode.

Thank you very nice que eu vou ali brincar com o puto da foto e já volto.

domingo, 13 de outubro de 2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Estou muito aborrecida pá

“O Norte que trabalha e o sul irresponsável e esbanjador”


Democracia nada mais é hoje, que um slogan. E a desinformação vai ficando com o testemunho de barreira em barreira.
Enquanto no norte mandarem os seus cidadãos visitarem os seus impostos a sul do continente, vou continuar a blasfemar. 
Al(l)a(h) que se faz tarde para uma intifada.

Malala a activista de 16 anos pela educação no seu país Paquistão e candidata ao Nobel da Paz a par com Mujica, presidente do Uruguay, são verdadeiras referências contra os meus instintos de pegar em “sapatos” contra estes violentos manipuladores e ficar igual a eles, segundo Malala.
Peço desculpa a Alfred Nobel por terem desvirtuado a nobreza do prémio que hoje cheira a “química” de interesses.
Por isso Nobel hoje não merece Malala nem Mujica. Sem a dinamite da virtude.
Peço desculpa, mas não sou grandiosa de sentimentos como o padre Francisco com o dom do perdão cristão.
Também sei que as gerações que andaram ao tabefe se deram mal. Foram engolidas e compradas pelo sistema.

Para quê fazer programas de tv “survivor”, se nós somos o melhor reality show, sem precisarmos de voltar para casa no final?
Aqueles que saíram sobrevivem e nem voltam. Porque não nos precisam.
Porque a parte que manda no todo quer esta parte fora da parte que obedece e segue. 
Não os quer a fazer algo de bom como apoiar a democracia, a cidadania, a educação, as boas práticas de vida em e para um novo paradigma.

A nova força de bloqueio tanto para o FMI como para os charmosos governantes, que é o Tribunal Constitucional, que não os deixa trabalhar na solução final, provam que a demo passou a ser um demo e a kratos um erro krasso (nem falo sequer no outro com nome onomatopeico).

Espremer, sugar e exportar são os verbos mais queridos da parte que manda no todo.

Espremer tudo o que têm os pobres que pagam tudo, sugar a energia vital dos pobres que pouco reclamam e já se abandonaram nos braços do polvo que suga e, exportar às mãos cheias gente qualificada formada com o esforço de todos.

(Exportava grátis para os mercados de uma qualquer nacionalidade, os que gostam da praxis de praxes humilhantes contra os seus semelhantes, sejam elas quais forem).

Como a Malala depois de levar um tiro na cabeça pelos Tali (bans) perdeu o medo, eu já fui atingida no meu centro e identifico-me com ela num aspecto fundamental.
Não tenho medo. É uma decisão irrevogável.
Devo ter caído na poção mágica quando lia o Astérix.
Ou batido tão-somente com a cabeça, no penico de ferro da minha avó.
Ou andei a fumar ganzas com koalas.
Resta-me a intifada das palavras enquanto não a puder praticar com pés e punhos.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

“Se eu falhar a minha missão é o país inteiro que falha"


Devia estar sob o efeito de suruma quando ele, aquele a que uns quantos deram voto de confiança para se livrarem do Sócas, afirmou a pérola em epígrafe.

Aquele que em campanha prometeu fazer o oposto e guiar o país a um porto qualquer mais seguro (não estou a falar desse mas do outro atrás).

Pelo caminho, a luz do farol tinha-se fundido e claro o navio-país seguiu ainda mais sem rumo, em direcção às rochas. Ficou e está um povo pobre e fu(n)dido.

Toda a tripulação está no deck a fumar ganzas e a curtir com boazonas alemãs (o Barroso e acólitos). Como o timoneiro do Costa Concórdia.

Levantar só o dedo médio da mão, é uma saudação hawaiana que significa boa sorte.
Li isto algures e é a saudação que faço à gente que anda aí e nos trata por bastardos e burros.

Que é o que somos. Para aguentar todas as afrontas desta maneira.

Tenho momentos em que me sinto especial e até razoavelmente inteligente. E também, constantemente estrangeira.
Penso, do verbo achar, que não pertenço a este país a maior parte das vezes, nem descendo deste povo, outras tantas.

Quando estou sob o efeito de panachés bebidos num bar de praia na bela costa alentejana, depois de dançar uma noite inteira descalça ao som do kuduro do Emanuel (quem é este?), sou de fora.
E nos outros momentos quando ouço dislates e disparates vindo de adultos em cargos de responsabilidade. E até de comando…

Sinto-me de cá quando passeio pelo país e lhe descubro a beleza em todas as suas vertentes.
Quando escuto e observo grandes músicos, pintores, actores, escritores e outros criadores.
Quando lhe descubro no meio, jovens cheios de esperança e construtores dos seus futuros.
Jovens e adultos de olhar triste a precisarem de partir mas sem o quererem. Jovens e adultos que podem, querem e sabem que podem cuidar dos seus velhos se forem por outros caminhos que não este onde estamos.
Jovens e adultos com condições de armar um pé de vento, calçar a bota do tanque e atirar este bando de energúmenos daqui para fora.

Responsabilizo os professores desta gentalha por não os deixarem ter tido orgasmos intelectuais destes na escola primária. Evitavam-se estes traumas de negligência com crianças.
Porque hoje ainda não tendo atravessado a ponte para a adultez e já em postos-chave, vingam-se atirando-nos com ostras vazias.
Não fosse a frase uma pérola falsa, sentir-me-ia responsável como ele gostaria que eu me sentisse. Se é que o entendi bem...
Mas, “o burro sou eu?”

Só me sinto responsável por ainda não ter tirado o cromo agente de um gang maior, do sítio onde está.
Se aqueles que me vigiam, lerem isto( o que é uma grande sorte minha), incentivo-os a dizerem-lhes o que penso.

Eu, bode expiatório do outro, passo em velocidade de coelho a responsabilidade aos meus bodes expiatórios. Os meus pais! 
-se eu não vencer na vida a culpa é vossa. Ou melhor, se eu falhar a minha missão são vocês que falham.


Aos timoneiros desta nau catrineta, uma saudação hawaiana de boa sorte e até ao dia em que seja eu a rir sem ser por efeito da ganza.
Calçada para vos dar o pontapé.

PS , Qualquer grupo de raptores que se preza não rapta os nossos pm´s , pr´s e etcs porque ninguém os vai resgatar, como fizeram com o pm da Líbia. A minha palavra de fé para eles (os raptados) seria: aguentem que não vão falhar!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Há hoje menos fruta nos pratos dos meus avós do que num shampoo"

Hoje associo ao meu texto o discurso de Charlie Chaplin em “o grande ditador” com clips e musica numa belíssima e sensível montagem do meu jovem amigo Pedro Pereira.http://www.youtube.com/watch?v=_60W9vjeeTA


Tive avós. Como numa qualquer família normal. Avós a sério. Capitalistas.
Como exemplo tive uma avó que vendeu donuts, cozeu vestidos antes de existir a ideia de alta costura na Guiné-Bissau e criou 10 filhos. Muitos dos 40 netos cresceram com ela.
Outra avó foi actriz e pianista. Um avô foi da marinha mercante e mais tarde teve o seu táxi. Gostava de passear e de conhecer pessoas. Ensinava a todos muitas das coisas que tinha aprendido com a vida. Todos queriam aprender com ele.
Os meus avós tiveram vidas ricas. Verdadeiros capitalistas, valiam como pessoas, com o que criavam para os que os rodeavam.
Só lhes conheço mais-valias tamanho o lucro que lhes conheci em dignidade. Como tantos outros.
Viram famílias amigas e souberam de outras desconhecidas a perderem os seus filhos para as 2 guerras mundiais, para a guerra colonial e muitas outras circunstâncias paralisantes, entre elas o espectro da pobreza.
Uns avós em África outros na “metrópole”. Onde o desenvolvimento se fez tarde.
As mulheres não votavam, mas trabalhavam tanto ou mais do que os homens. Para a família. Davam tudo o que tinham e sabiam.
Passaram por circunstâncias de vida que lhes enrugava a pele do corpo.
Mas estes meus avós com todo o desespero e decepções que a vida lhes trouxe não perderam a capacidade de resistir às adversidades.
Sabiam que não podiam deixar que as adversidades lhes enrugassem a alma. Era imperioso para a sua sobrevivência. Sabiam o que era vital para a vida.
Nunca ficaram paralisadas pelas perdas e lutas que tinham de enfrentar.
Nunca as adversidades os tornaram seres frágeis e passivos, porque resistir e ultrapassá-las era tudo o que poderiam transmitir aos seus legados: filhos e netos.
Foram parte da construção de Nações. Os meus avós e todos os avós.
Viram filhos e netos partir, a fugir de guerras e a dor foi impensável.
Viram filhos ser presos por lutarem pela liberdade. Uns perderam a vida. E a dor passou a ser inimaginável.
Recompuseram-se e encontraram onde não supunham existir, forças para aceitar as dores e mudar a vida, transformando-a em algo de que se pudessem orgulhar. Foram jovens antes de serem velhos e outras batalhas travaram, para que o entusiasmo os fizesse chegar ao outono da vida.
Os filhos hoje também são avós, trabalharam muito numa sociedade já bastante evoluída que eles nos deixaram.
Que vem de um tempo em que se morria cedo, em que a esperança de se ter saúde, educação e justiça para todos era uma miragem, ou poucos sabiam das suas infinitas possibilidades.
Descontavam e não esperavam nada de ninguém. Apenas que os seus os tratassem com dignidade.
Os seus que são a família, comunidade, sociedade.
Todos os avós que chegaram ao seu outono, hoje perdem a esperança em ver chegar o inverno.
Porque os filhos e os netos deles os roubam.
Deixando-os ao abandono nos corredores dos hospitais, nas enfermarias, nos lares ou nas suas próprias casas como se não tivessem tido história. Ou tirando-lhes o pouco rendimento que têm.
Como se não fossem parte da nossa história e tivessem passado pela vida sem a ela se entregarem.
Fizeram-no também por nós, os seus filhos, netos e bisnetos.
Os meus avós e hoje os meus velhos pais merecem que eu os honre e tenha esperança em que um novo invento surja: um mecanismo que nos torne menos obedientes e serviçais perante os homens que detém o poder.  
O mecanismo que encontrarmos tem de ser uma arma infalível de anulamento do poder que têm esses outros que se esqueceram dos seus velhos, para bem da nossa sobrevivência. Pelos nossos filhos e netos.

Aqueles que hoje se apoderaram do poder, e, parecendo que não tiveram avós nem pais, roubam despudoradamente a dignidade dos velhos, que a muitos é tudo o que lhes resta, mesmo que nos seus olhares ao desânimo se tenham entregado.
Hoje “há mais frutas num frasco de shampoo do que no prato de muitas crianças” e, do que no prato dos nossos avós.

Temos pela frente um desafio gigante à nossa criatividade, inteligência, capacidade de adaptação e preservação da espécie. De combate a quem nos pretende aniquilar. E aniquilar os nossos avós e pais velhos.

Como os nossos avós fizeram.
Neste jogo sobrevivem os que melhor se adaptarem e criarem resistências.
Como a cana de bamboo, dobra-se com a força do vento mas não parte. E, volta à sua forma primitiva muito mais resistente e digna.

Duvido que os que roubam o pouco dos meus velhos, tenham tido este tipo de avós bamboo. Se tiveram então nada aprenderam sobre capitalismo.

Sou mais do que o valor que tem o meu trabalho, ou o produto que dou como resultado do meu trabalho, como somos hoje medidos na sociedade descontroladamente capitalista e sem mapa.

A mais-valia ou lucro da minha vida mede-se pelo valor da honra e da dignidade que os meus avós e pais me deixaram.
Mede-se pelo trabalho que faço e que não é contabilizado pela empresa-sociedade, em prol da minha família, dos meus amigos, da minha comunidade, do macro-cosmos onde me insiro.
Essa é a minha única empresa-sociedade a que quero pertencer. Em nome deles e de responsabilidade ilimitada pelos restantes da minha espécie.
E acabar com aqueles que querem com eles e comigo acabar.

Para nunca ter rugas na pele da minha alma.