sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A alma que os meus olhos vêem



Naquele preciso instante do sopro do vento 
quis ir com ele
para que me ensinasse sobre o seu ser 
como ser livre redemoinhando sem pensar
para afagar cabelos distantes
soprar em lábios queridos
abraçar com beijos
voar lonjuras num instante
torná-las pequenas num momento.
Tentei agarrá-lo, confesso
com força para não mais andar contra ele. 
Ah insanidade…
no instante a seguir,
voou-me por entre os dedos.
Mas ao meu sussurro desesperado 
-leva-me…
voltou sem hesitação
pegando-me nesse instante,
com uma caricia de enorme leveza
e eu deixei para trás o peso do mundo.
Se a caricia num segundo de tempo
sentiste num qualquer momento,
era eu, fui-te beijar 
enquanto aprendia a dançar com o vento.




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